A Fantástica Fábrica de Chocolate

Hoje sapeando os canais , eis que me deparo com esse clássico, infelizmente na nova versão que deixa muito a desejar, principalmente os lumpas lumpas que é o mesmo ator em todos.
Mas a proposta do filme é muito boa, ainda mais como ele mostra sobre a educação das crianças e a falta de pulso dos pais.
E principalmente o valor que tem o dinheiro atualmente e como as pessoas esquecem dos verdadeiros valores que é a pureza no coração, ser simples e ser educado...
Além de trazer a tona os 7 pecados capitais : Gula, Avareza, Luxuria, Ira, Melancolia, Preguiça,Vaidade e Orgulho.

Genealogia da Moral - Friedrich Nietzche

Nós, que somos homens do conhecimento, não conhecemos a nós próprios; somos de nós
mesmos desconhecidos e não sem ter motivo. Nunca nós nos procuramos: como poderia,
então que nos encontrássemos algum dia? Com razão alguém disse: "onde estiver o teu
tesouro, aí estará também o teu coração". Nosso tesouro está onde se assentam as colméias
do nosso conhecimento. Estamos sempre no caminho para elas como animais alados de
nascimento e recolhedores do mel do espírito, nos preocupamos de coração propriamente de
uma só coisa - de "levar para casa" algo. No que se refere, por demais, a vida, as denominadas
"vivências" - quem de nós tem sequer suficiente seriedade para elas? Ou o suficiente tempo?
Jamais temos prestado bem atenção "ao assunto": ocorre precisamente que não temos ali
nosso coração - e nem sequer nosso ouvido! Antes bem, assim como um homem divinamente
distraído e absorto a quem o sino acaba de estrondear fortemente os ouvidos com suas dozes
batidas de meio-dia, e de súbito acorda e se pergunta "o que é que em realidade soou?", assim
também nós abrimos às vezes, os ouvidos depois de ocorridas as coisas e perguntamos,
surpreendidos e perplexos de tudo, "o que é que em realidade vivemos?, e também " quem
somos nós realmente? e nos pomos a contar com atraso, como temos dito, as doze vibrantes
campainhas de nossa vivência, de nossa vida, de nosso ser - ah! e nos equivocamos na conta...
Necessariamente permanecemos estranhos a nós mesmos, não nos entendemos, temos que nos
confundir com outros, e, em nós servirá sempre a frase que disse "cada um é para si mesmo o
mais distante" continuamos a nos considerar "homens do conhecimento".

Arre, estou farto de semideuses!
Onde é que há gente no mundo?

Uma mistura meio louca de Nietzche X Pessoa .
Estou adorando ler Nietzche, terminei hoje de ler o Anticristo , provavelmente ja irei começar Genealogia da Moral.
Enquanto isso deixo um dos pensamentos de Nietzche.

Uma Sexta - Feira Chuvosa

Bom trecho para uma sexta-feira chuvosa.
Sem grandes acontecimentos e com a alma em paz .

"Nem tudo é como você quer
Nem tudo pode ser perfeito
Pode ser fácil se você
Ver o mundo de outro jeito

Leitura




Não há nada no caminho da vida que já não sabiamos antes de começar.Não aprendemos nada de importante na vida, apenas recordamos.

Acho q esse trecho reflete minha opinião do livro!
Ele é Maravilhoso, depois de anos, li um livro em 2 dias e ficava triste quando tinha que parar de ler, porque o sono era maior !
Logo nas primeiras páginas me trouxe o gancho do livro " O lobo da Estepe " e "Dom Casmurro" , tantas pistas e no final tantas perguntas do que realmente aconteceu.
De como nossa mente é complexa e como nossos traumas nos fecham.
Como o bem e o mau nada mais são do que os lobos que existem em nós e a escolha de qual alimentamos.
Nossa que saudade de discutir leituras....

Querida Tânia , esse foi o melhor presente que poderia ter me dado.



Hoje não vou chorar por você
Vou sorrir por ter te conhecido
Não vou ficar triste porque você se foi
Vou ficar feliz por ter aproveitado momentos inesqueciveis ao seu lado.
Vou me lembrar de tudo que vivemos
Sempre sorrimos e nos divertimos
Hoje você não está mais pessoalmente
mas sempre estará em meu pensamento.
Não vou te esquecer, nem das coisas maravilhosas que vivemos, das cartas que trocamos, dos telefonemas interurbanos.
Para mim você não foi embora, você continua iluminando minha vida.
Meu amor.
Meu amigo.
Fique bem e seja feliz

Carlos Te amo

Gaiola x Mundo



Dentro de uma linda gaiola vivia um passarinho.

Sua vida era segura e tranqüila. Tranqüilidade e segurança: Coisas que todos desejam. Barco ancorado não naufraga. Avião em hangar não cai. Para viver em segurança as pessoas constroem gaiolas e passam a viver dentro delas. Dentro das gaiolas não há perigos. Só há monotonia. Todo dia a mesma coisa. Tudo o que acontece todo dia do mesmo jeito é chato. Esse é o preço da segurança: A Chatice.

Dentro da gaiola não há muito que fazer, seja ela feita com arames de ferro ou com deveres. Os sonhos de aventuras selvagens aparecem, mas, logo que vêem os arames, morrem. Alguns, malvados, furam os olhos dos pássaros engaiolados. Dizem que pássaro de olho furado canta mais bonito. Talvez, cegos, eles se esqueçam de que estão presos numa gaiola. Mas, mesmo que não estivessem, de que lhes adiantaria ter asas para voar se não têm olhos para ver? Sua cegueira é a sua gaiola.

O nosso amigo, passarinho engaiolado, bem se lembrava do dia em que, enganado pelo alpiste tentador, saboroso, entrou no alçapão. Alçapões são assim: Têm sempre uma coisa apetitosa dentro. Mas basta que a coisa apetitosa seja bicada para que a porta se feche para sempre, até que a morte a abra...

Do seu pequeno espaço ele olhava os outros passarinhos. Os bem-te-vis, atrás dos bichinhos; os sanhaços, entrando mamões adentro; os beija-flores, com seu mágico bater de asas; os urubus, em seus vôos tranqüilos na fundura do céu; as rolinhas, arrulhando, fazendo amor; as pombas, voando como flechas.

Ele queria ser como os outros pássaros, livres... Ah! Se aquela maldita porta se abrisse... Isso era tudo o que ele desejava. Pois não é que, para surpresa sua, um dia o seu dono esqueceu a porta da gaiola aberta? Ele poderia agora realizar todos os seus sonhos. Estava livre, livre, livre! Saiu. Voou para o galho mais próximo.

Olhou para baixo. Puxa! Como era alto! Sentiu um pouco de tontura. Estava acostumado com o chão da gaiola, bem pertinho. Teve medo de cair. Agachou se no galho, para ter mais firmeza. Viu uma outra árvore mais distante. Teve vontade de ir até lá. Perguntou-se se suas asas agüentariam. Elas não estavam acostumadas. O melhor seria não abusar, logo no primeiro dia. Agarrou-se mais firmemente ainda. Nesse momento um insetinho passou voando bem na frente do seu bico. Chegara a hora. Esticou o pescoço o mais que pôde, mas o insetinho não era bobo. Sumiu mostrando a língua.

Ei, você!" - era uma passarinha. "Vamos voar juntos até o quintal do vizinho? Há uma linda pimenteira, carregadinha de pimentas vermelhas. Deliciosas. Só é preciso prestar atenção no gato que anda por lá..." Só o nome "gato" já lhe deu um arrepio. Disse para a passarinha que não gostava de pimentas. A passarinha procurou outro companheiro. Ele preferiu ficar com fome. Chegou o fim da tarde e, com ele, a tristeza do crepúsculo. A noite se aproximava. Onde iria dormir? Lembrou-se do prego amigo, na parede da cozinha, onde a sua gaiola ficava dependurada. Teve saudades dele. Teria de dormir num galho de árvore, sem proteção. Gatos sobem em árvores? Eles enxergam no escuro? E era preciso não esquecer os gambás. E tinha de pensar nos meninos com os seus estilingues, no dia seguinte. Tremeu de medo. Nunca imaginara que a liberdade fosse tão complicada. Somente podem gozar a liberdade aqueles que têm coragem. Ele não tinha.

Teve saudades da gaiola. Voltou. Felizmente a porta ainda estava aberta. Entrou. Pulou para o poleiro. Adormeceu agradecido a Deus pela felicidade da gaiola. É muito mais simples não ser livre. Nesse momento chegou o dono. Vendo a porta aberta, disse:

"Passarinho bobo. Não viu que a porta estava aberta. Deve estar meio cego. Pois passarinho de verdade não fica em gaiola. Gosta mesmo é de voar..."



Partes de um texto de Rubem Alves

Patinho Feio




As pessoas me cobram, eu me cobro, e não sei qual é a melhor saída.
Acredito sim, que sempre há alguém esperando por nós.
Mas ultimamente esse assunto anda me aborrecendo.
Ou as pessoas ficam espantadas por eu estar sozinha, outras me criticam por acharem que sou seletiva demais.
Qual é o mal de querer encontrar alguém que goste de ler , mpb e curta uma boa conversa?
Não vejo isso como uma seleção, simplesmente não quero ninguém com idéias futéis, que não tenha uma boa conversa.
Não, não vou pra balada para beijar uns 10 ( ainda mais porque é quase impossivel de acontecer), mas sei lá , não quero só curtição.
Melhor seria eu dizer que nem eu sei o que quero, só ando de saco cheio de comentários e criticas, afinal não é tão facil assim encontrar alguém.
Tem momentos que me sinto um patinho feio, sozinho na lagoa.



Tem dias que a gente se sente
Como quem partiu ou morreu
A gente estancou de repente
Ou foi o mundo então que cresceu...

A gente quer ter voz ativa
No nosso destino mandar
Mas eis que chega a roda viva
E carrega o destino prá lá ...

Roda mundo, roda gigante
Roda moinho, roda pião
O tempo rodou num instante
Nas voltas do meu coração...

A gente vai contra a corrente
Até não poder resistir
Na volta do barco é que sente
O quanto deixou de cumprir
Faz tempo que a gente cultiva
A mais linda roseira que há
Mas eis que chega a roda viva
E carrega a roseira prá lá...

Roda mundo, roda gigante
Roda moinho, roda pião
O tempo rodou num instante
Nas voltas do meu coração...

A roda da saia mulata
Não quer mais rodar não senhor
Não posso fazer serenata
A roda de samba acabou...

A gente toma a iniciativa
Viola na rua a cantar
Mas eis que chega a roda viva
E carrega a viola prá lá...

Roda mundo, roda gigante
Roda moinho, roda pião
O tempo rodou num instante
Nas voltas do meu coração...

O samba, a viola, a roseira
Que um dia a fogueira queimou
Foi tudo ilusão passageira
Que a brisa primeira levou...

No peito a saudade cativa
Faz força pro tempo parar
Mas eis que chega a roda viva
E carrega a saudade prá lá ...

Roda mundo, roda gigante
Roda moinho, roda pião
O tempo rodou num instante
Nas voltas do meu coração...

Isso me traduz atualmente . viva Chico Buarque.
Nessa coisa de buscar a verdade, ninguém quer encontrar a do outro. Todos estão brincando de telefone mudo. (...)Sendo isso, portanto, tudo o que a humanidade anda fazendo solta pelas ruas: correndo da verdade. Resultado: em mil celulares, mil mentiras. Em mil cadernos culturais, mil unanimidades. Em mil almoços, mil assuntos. Em mil reuniões, mil bobagens. Em mil palavras, mil simbologias. Todos se cagando de medo. Fechados para balanço. Todos com um medo desgraçado de, virando uma esquina, ou uma página, dar de cara com a verdade alheia. Todos com um medo danado de vibrar amor.