Tudo é sempre igual depois do Carnaval

Pode parecer besteira, mas quantas vezes você levanta pela manhã abre a janela e admira o dia, o sol a chuva ou até mesmo o céu cinzento de São Paulo?
A maioria dos Paulistanos vive em função do relógio, correndo contra o tempo, afinal tempo é dinheiro, logo quanto mais eu preencher meu dia, mas dinheiro eu terei.
Acordam e vão dormir com milhões de tarefas pendentes, esquecendo de contar uma historia pros filhos ou perguntar como foi à escola, e quando se vê ele já estão namorando e marcam o casamento pro final do mês que vem.
A cegueira urbana está nos consumindo a cada dia mais, trocamos o contato físico com amigos e familiares para a ligação rápida durante o dia ou quem sabe um bate papo no MSN enquanto preenchemos um relatório ou comemos algo.
Passam-se os tempos, os dias, os meses e você diz quantas vezes bom dia pro seu vizinho ou então reparou que a sua rua inteira está com um carro do ano?
Os bens são trocados a cada dois anos e você fica espantado quando recebe um e-mail que contém fotos do Atari, Lango-Lango e o Fofão.
O tempo voa e quando menos esperamos chegou o Ano Novo assiste a retrospectiva na TV e se espanta com tudo que aconteceu ou então pega um papel para analisar a proposta do ano vivido e percebe que os pontos que pretendia mudar ainda estão à espera de uma atitude e promete a si mesmo que ano que vem vai ser diferente.
Enumera suas tarefas como ver mais os amigos, dar risada com as fotos antigas com os familiares.
Mas sabemos que a rotina volta sempre ao normal depois do Carnaval.

Um brinde a tudo que eu não quero mais viver
e a tudo que eu quero viver e ainda não vivi!"

Gangorra


Nesse vai e vem
Eu não quero me separar de ninguém
Quero manter o equilibrio
Como quem brinca de gangorra
Umas vezes por cima outro por baixo
Mas nunca se esquecendo de por os pés no chão
Mas não plantar uma ilusão
Levantar os pés e sentir a altitude
Quero o equilibrio do certo e errado
Bom e Mal
Nesse vai e vem
Eu nao quero me separar de ninguém
Nao quero me perder no chão e nem no alto
Buscando o equilibrio entre a seriedade e a felicidade

Redenção



Como cristo redentor
hoje quero as alturas
estender os braços
sentir a chuva cair

Como Cristo Redentor
quero me livrar de todas as impurezas
quero analisar o belo
Amar sem limites

Quero um sorriso sincero
Um abraço apertado
Ser Absolvida
Ou Abduzida

Cristo me dê as nuvens
O Sol e o Luar
Me deixe sonhar
Em redenção

Eu e o Tempo

Briguei e bati a porta
Berrei pela sua falta
mas mesmo assim você não me atendeu.

Chorei, tive dores de cabeça
e mesmo assim você não voltou
e sempre me dizia
" Você não soube me Administrar"

Eu não entendia
Eu não queria ser sua aluna
e você se foi.

Eu parei e refleti
você voltou e me sorriu
" Minha menina você tem tanto a aprender "
" Eu estou em tudo que você faz, só você não me notou "

A Fantástica Fábrica de Chocolate

Hoje sapeando os canais , eis que me deparo com esse clássico, infelizmente na nova versão que deixa muito a desejar, principalmente os lumpas lumpas que é o mesmo ator em todos.
Mas a proposta do filme é muito boa, ainda mais como ele mostra sobre a educação das crianças e a falta de pulso dos pais.
E principalmente o valor que tem o dinheiro atualmente e como as pessoas esquecem dos verdadeiros valores que é a pureza no coração, ser simples e ser educado...
Além de trazer a tona os 7 pecados capitais : Gula, Avareza, Luxuria, Ira, Melancolia, Preguiça,Vaidade e Orgulho.

Genealogia da Moral - Friedrich Nietzche

Nós, que somos homens do conhecimento, não conhecemos a nós próprios; somos de nós
mesmos desconhecidos e não sem ter motivo. Nunca nós nos procuramos: como poderia,
então que nos encontrássemos algum dia? Com razão alguém disse: "onde estiver o teu
tesouro, aí estará também o teu coração". Nosso tesouro está onde se assentam as colméias
do nosso conhecimento. Estamos sempre no caminho para elas como animais alados de
nascimento e recolhedores do mel do espírito, nos preocupamos de coração propriamente de
uma só coisa - de "levar para casa" algo. No que se refere, por demais, a vida, as denominadas
"vivências" - quem de nós tem sequer suficiente seriedade para elas? Ou o suficiente tempo?
Jamais temos prestado bem atenção "ao assunto": ocorre precisamente que não temos ali
nosso coração - e nem sequer nosso ouvido! Antes bem, assim como um homem divinamente
distraído e absorto a quem o sino acaba de estrondear fortemente os ouvidos com suas dozes
batidas de meio-dia, e de súbito acorda e se pergunta "o que é que em realidade soou?", assim
também nós abrimos às vezes, os ouvidos depois de ocorridas as coisas e perguntamos,
surpreendidos e perplexos de tudo, "o que é que em realidade vivemos?, e também " quem
somos nós realmente? e nos pomos a contar com atraso, como temos dito, as doze vibrantes
campainhas de nossa vivência, de nossa vida, de nosso ser - ah! e nos equivocamos na conta...
Necessariamente permanecemos estranhos a nós mesmos, não nos entendemos, temos que nos
confundir com outros, e, em nós servirá sempre a frase que disse "cada um é para si mesmo o
mais distante" continuamos a nos considerar "homens do conhecimento".

Arre, estou farto de semideuses!
Onde é que há gente no mundo?

Uma mistura meio louca de Nietzche X Pessoa .
Estou adorando ler Nietzche, terminei hoje de ler o Anticristo , provavelmente ja irei começar Genealogia da Moral.
Enquanto isso deixo um dos pensamentos de Nietzche.