Percebo que o sorriso está indo embora, dando espaço para ao humor ácido, a intolerância.
Já conheço esses companheiros e não quero mais sua amizade!
Não quero deixar de brincar com pequenas coisas e ser feliz com atos simplórios.
Não deixarei que todas as batalhas travadas sejam entregues sem ao menos lutar pela última vez.
(Ariane)

Em Que Fase Da Vida Você Está?


Um amigo do viajante resolveu passar algumas semanas num mosteiro do Nepal. Certa tarde, entrou num dos muitos templos do mosteiro, e encontrou um monge, sorrindo, sentado no altar.
- Por que o senhor sorri ? - perguntou ao monge.
- Porque entendo o significado das bananas - disse o monge, abrindo a bolsa que carregava, e tirando uma banana podre de dentro. Esta é a vida que passou e não foi aproveitada no momento certo, agora é tarde demais.
Em seguida, tirou da bolsa uma banana ainda verde. Mostrou-a e tornou a guardá-la. Esta é a vida que ainda não aconteceu, é preciso esperar o momento certo.
Finalmente, tirou uma banana madura, descascou-a, e dividiu-a com meu amigo, dizendo : este é o momento presente. Saiba vivê-lo sem medo!

Professor Menegatti

Escutatória

Sempre vejo anunciados cursos de oratória. Nunca vi anunciado curso de escutatória. Todo mundo quer aprender a falar. Ninguém quer aprender a ouvir. Pensei em oferecer um curso de escutatória. Mas acho que ninguém vai se matricular.

Escutar é complicado e sutil. Diz o Alberto Caeiro que “não é bastante não ser cego para ver as árvores e as flores. É preciso também não ter filosofia nenhuma“. Filosofia é um monte de idéias, dentro da cabeça, sobre como são as coisas. Aí a gente que não é cego abre os olhos. Diante de nós, fora da cabeça, nos campos e matas, estão as árvores e as flores. Ver é colocar dentro da cabeça aquilo que existe fora. O cego não vê porque as janelas dele estão fechadas. O que está fora não consegue entrar. A gente não é cego. As árvores e as flores entram. Mas - coitadinhas delas - entram e caem num mar de idéias. São misturadas nas palavras da filosofia que mora em nós. Perdem a sua simplicidade de existir. Ficam outras coisas. Então, o que vemos não são as árvores e as flores. Para se ver e preciso que a cabeça esteja vazia.

Faz muito tempo, nunca me esqueci. Eu ia de ônibus. Atrás, duas mulheres conversavam. Uma delas contava para a amiga os seus sofrimentos. (Contou-me uma amiga, nordestina, que o jogo que as mulheres do Nordeste gostam de fazer quando conversam umas com as outras é comparar sofrimentos. Quanto maior o sofrimento, mais bonitas são a mulher e a sua vida. Conversar é a arte de produzir-se literariamente como mulher de sofrimentos. Acho que foi lá que a ópera foi inventada. A alma é uma literatura. É nisso que se baseia a psicanálise...) Voltando ao ônibus. Falavam de sofrimentos. Uma delas contava do marido hospitalizado, dos médicos, dos exames complicados, das injeções na veia - a enfermeira nunca acertava -, dos vômitos e das urinas. Era um relato comovente de dor. Até que o relato chegou ao fim, esperando, evidentemente, o aplauso, a admiração, uma palavra de acolhimento na alma da outra que, supostamente, ouvia. Mas o que a sofredora ouviu foi o seguinte: “Mas isso não é nada...“ A segunda iniciou, então, uma história de sofrimentos incomparavelmente mais terríveis e dignos de uma ópera que os sofrimentos da primeira.

Parafraseio o Alberto Caeiro: “Não é bastante ter ouvidos para se ouvir o que é dito. É preciso também que haja silêncio dentro da alma.“ Daí a dificuldade: a gente não agüenta ouvir o que o outro diz sem logo dar um palpite melhor, sem misturar o que ele diz com aquilo que a gente tem a dizer. Como se aquilo que ele diz não fosse digno de descansada consideração e precisasse ser complementado por aquilo que a gente tem a dizer, que é muito melhor. No fundo somos todos iguais às duas mulheres do ônibus. Certo estava Lichtenberg - citado por Murilo Mendes: “Há quem não ouça até que lhe cortem as orelhas.“ Nossa incapacidade de ouvir é a manifestação mais constante e sutil da nossa arrogância e vaidade: no fundo, somos os mais bonitos...

Tenho um velho amigo, Jovelino, que se mudou para os Estados Unidos, estimulado pela revolução de 64. Pastor protestante (não “evangélico“), foi trabalhar num programa educacional da Igreja Presbiteriana USA, voltado para minorias. Contou-me de sua experiência com os índios. As reuniões são estranhas. Reunidos os participantes, ninguém fala. Há um longo, longo silêncio. (Os pianistas, antes de iniciar o concerto, diante do piano, ficam assentados em silêncio, como se estivessem orando. Não rezando. Reza é falatório para não ouvir. Orando. Abrindo vazios de silêncio. Expulsando todas as idéias estranhas. Também para se tocar piano é preciso não ter filosofia nenhuma). Todos em silêncio, à espera do pensamento essencial. Aí, de repente, alguém fala. Curto. Todos ouvem. Terminada a fala, novo silêncio. Falar logo em seguida seria um grande desrespeito. Pois o outro falou os seus pensamentos, pensamentos que julgava essenciais. Sendo dele, os pensamentos não são meus. São-me estranhos. Comida que é preciso digerir. Digerir leva tempo. É preciso tempo para entender o que o outro falou. Se falo logo a seguir são duas as possibilidades. Primeira: “Fiquei em silêncio só por delicadeza. Na verdade, não ouvi o que você falou. Enquanto você falava eu pensava nas coisas que eu iria falar quando você terminasse sua (tola) fala. Falo como se você não tivesse falado.“ Segunda: “Ouvi o que você falou. Mas isso que você falou como novidade eu já pensei há muito tempo. É coisa velha para mim. Tanto que nem preciso pensar sobre o que você falou.“ Em ambos os casos estou chamando o outro de tolo. O que é pior que uma bofetada. O longo silêncio quer dizer: “Estou ponderando cuidadosamente tudo aquilo que você falou.“ E assim vai a reunião.

Há grupos religiosos cuja liturgia consiste de silêncio. Faz alguns anos passei uma semana num mosteiro na Suíça, Grand Champs. Eu e algumas outras pessoas ali estávamos para, juntos, escrever um livro. Era uma antiga fazenda. Velhas construções, não me esqueço da água no chafariz onde as pombas vinham beber. Havia uma disciplina de silêncio, não total, mas de uma fala mínima. O que me deu enorme prazer às refeições. Não tinha a obrigação de manter uma conversa com meus vizinhos de mesa. Podia comer pensando na comida. Também para comer é preciso não ter filosofia. Não ter obrigação de falar é uma felicidade. Mas logo fui informado de que parte da disciplina do mosteiro era participar da liturgia três vezes por dia: às 7 da manhã, ao meio-dia e às 6 da tarde. Estremeci de medo. Mas obedeci. O lugar sagrado era um velho celeiro, todo de madeira, teto muito alto. Escuro. Haviam aberto buracos na madeira, ali colocando vidros de várias cores. Era uma atmosfera de luz mortiça, iluminado por algumas velas sobre o altar, uma mesa simples com um ícone oriental de Cristo. Uns poucos bancos arranjados em “U“ definiam um amplo espaço vazio, no centro, onde quem quisesse podia se assentar numa almofada, sobre um tapete. Cheguei alguns minutos antes da hora marcada. Era um grande silêncio. Muito frio, nuvens escuras cobriam o céu e corriam, levadas por um vento impetuoso que descia dos Alpes. A força do vento era tanta que o velho celeiro torcia e rangia, como se fosse um navio de madeira num mar agitado. O vento batia nas macieiras nuas do pomar e o barulho era como o de ondas que se quebram. Estranhei. Os suíços são sempre pontuais. A liturgia não começava. E ninguém tomava providências. Todos continuavam do mesmo jeito, sem nada fazer. Ninguém que se levantasse para dizer: “Meus irmãos, vamos cantar o hino...“ Cinco minutos, dez, quinze. Só depois de vinte minutos é que eu, estúpido, percebi que tudo já se iniciara vinte minutos antes. As pessoas estavam lá para se alimentar de silêncio. E eu comecei a me alimentar de silêncio também. Não basta o silêncio de fora. É preciso silêncio dentro. Ausência de pensamentos. E aí, quando se faz o silêncio dentro, a gente começa a ouvir coisas que não ouvia. Eu comecei a ouvir. Fernando Pessoa conhecia a experiência, e se referia a algo que se ouve nos interstícios das palavras, no lugar onde não há palavras. E música, melodia que não havia e que quando ouvida nos faz chorar. A música acontece no silêncio. É preciso que todos os ruídos cessem. No silêncio, abrem-se as portas de um mundo encantado que mora em nós - como no poema de Mallarmé, A catedral submersa, que Debussy musicou. A alma é uma catedral submersa. No fundo do mar - quem faz mergulho sabe - a boca fica fechada. Somos todos olhos e ouvidos. Me veio agora a idéia de que, talvez, essa seja a essência da experiência religiosa - quando ficamos mudos, sem fala. Aí, livres dos ruídos do falatório e dos saberes da filosofia, ouvimos a melodia que não havia, que de tão linda nos faz chorar. Para mim Deus é isto: a beleza que se ouve no silêncio. Daí a importância de saber ouvir os outros: a beleza mora lá também. Comunhão é quando a beleza do outro e a beleza da gente se juntam num contraponto... (O amor que acende a lua, pág. 65.)

Desembarcar


Lendo o livro “Ostra feliz não faz pérola” de Rubem Alves, viajo em seus pensamento e tento explorar ao máximo esse momento, no texto Desembarcar, eu posso dizer que embarquei na reflexão sobre o que fala Bernardo Soares quando diz que nosso problema está em nossa incapacidade de desembarcar de nós mesmos, tudo o que virmos e pensarmos nessa vida será uma repetição de nossa mesmice se não forçarmos sair da bolha em que vivemos.
Reclamamos da rotina, mas não abrimos mão dela e do conforto que ela nos proporciona, temos medo de aventurar-se em novos lugares, olhar o mesmo com outros olhos, aproveitar a calmaria e a tempestade.
Nos culpamos por tropeços em vez de aprender com a pedra em nosso caminho. Enfim para aproveitar cada momento da vida, é preciso desembarcar desse trem com a mala vazia, sem medos e mágoas.
Machucaram-te, pois bem perdoe e siga em frente, te fizeram feliz seja gentil e retribua o gesto.
Desembarque e siga em frente!

As aventuras de uma "Foca"


Antes de tudo vale a pena explicar que "foca" é o jornalista em início de carreira, novato e ainda inexperiente. Aquele que escorrega de vez em quando, que se deslumbra com as primeiras pautas, que deixa passar alguns detalhes importantes, ingênuo ainda para as manhas da profissão.
As gafes são sempre hilárias, a primeira gravação do boletim no rádio, perna tremendo, ou melhor, o corpo inteiro tremendo, a voz então falta, você gagueja, pula a linha e o texto perde o sentido, tem também as palavras difíceis que por algum motivo que nem você mesmo entende colocou na bendita lauda e no nervosismo você não consegue pronunciar.
Você como estudante quer sempre ir além das pautas mais do mesmo, ai você resolve entrevistar o secretário da Prefeitura. Toda gentil você liga e se apresenta a secretária nem deixa você terminar e já te transfere para a assessoria, lá eles nem deixam você continuar e desligam na sua cara, mas você não desiste fácil, só depois da quarta ignorada você percebe que tem que mudar a abordagem, em alguns lugares simpatia de estudante não ajuda.
Você liga novamente, não espera nem terminar o Alô  e fala:
- Com quem eu falo?
- José
- José aqui é a Ariane da rádio estação (ter amigo radialista ajuda) estamos com uma pauta sobre multa moral e quero marcar uma entrevista com o secretário no máximo até sexta-feira é possível.
- Claro que sim! Vou agendar com a secretária dele e te retorno em meia hora pode ser?
- Com certeza aguardo seu contato.
No tempo estipulado ele retorna a ligação e você grava a sua matéria, e fica pensando sobre a falta de consideração pelos estudantes de jornalismo, estamos aprendendo, o que custa ajudar né.
No final tudo se resolve, você fica duas horas decupando uma entrevista para usar alguns segundo, e está pronta para novas aventuras e telefones na cara.

Longe Daqui ...Aqui mesmo


É preciso colocar em ordem em tudo , 
Comece pela sua casa
Ordene seu quarto 
Ordene sua mente 
Limpe sua vida de pensamentos ruins 
Aprenda a admirar o belo mesmo com a aparência que ele possa ter .
É dificil aceitar o novo, mas você é capaz
Longe daqui aqui mesmo.
Tudo está a seus pés , só depende de vc fazer acontecer! 

Um amigo - Rubens Alves


Um amigo é uma pessoa com quem se tem prazer em compartilhar ideias de forma tranquila e mansa. Não é preciso estar de acordo.O rosto do meu amigo é igual ao meu rosto. E essa diferença me dá alegria. 
Se convivermos bem como nossos rostos diferentes, por que haveríamos de querer que nossas ideias fossem iguais? Experimentar a diferença de ideias mansamente é uma das evidências de amizade. Assim, se você deseja saber se uma pessoa é sua amiga, pergunte-se: Temos prazer e gastamos tempo compartilhando ideias? Acho que os casais - namorados ou casados de papel passado - deveriam se propor esse teste. Não existe amor que sobreviva só de sentimentos, sem a conversa mansa. 

Confissão

**** Meus momentos de insônia me causam pensamentos bons e um bom tanto ruins, minha mente não para um só segundo, sei que tenho muitas questões internas para resolver, talvez ninguém entenda as frases que irei colocar, mas elas são de um significado muito profundo para minha pessoa.

1º "No início você briga, chora, faz drama mexicano. Então percebe que é cansativo demais manter esse jeito de levar as coisas. Acostuma-se."

2° "Eu estava a ponto de sentar numa daquelas calçadas tortas (...) enterrar a cabeça nas mãos e chorar e chorar pelo tempo perdido, pela falta de sentido, pela minha derrota."

3º "Dizem que a gente tem o que precisa. Não o que a gente quer. Tudo bem. Eu não preciso de muito. Eu não quero muito. Eu quero mais. Mais paz. Mais saúde. Mais dinheiro. Mais poesia. Mais verdade. Mais harmonia. Mais noites bem dormidas. Mais noites em claro. Mais eu"

4° Eu constantemente sinto saudade das coisas que perco, mas não as quero de volta. Já doeu uma vez.

Apesar disso as coisas aos poucos vão se acertando, "Ainda bem que sempre existe outro dia. E outros sonhos. E outros risos. E outras coisas. 

Lições diárias

1° Ouça mais e fale menos 
2° Não sofra por se manter em silêncio diante de desrespeitos e provocações, não falar é a maneira mais útil de conseguir dormir em paz, sem pensar que pode ter ofendido alguém. 
3° Nunca perca a oportunidade de sair, passear e principalmente sorrir.
4° Perdoe quem te magoou e peça perdão pelas magoas que causou.
5° Enfrente cancelamentos de projetos e sonhos interrompidos com humildade, o que é seu vai acontecer, tenha calma e se mantenha em pé para chegar onde quer .

Bom é isso e tantas outras coisas que me afligem, mas logo tudo irá se resolver . 

Calma, calma, calma, calma, calma!!!

Retorno

Nada como o dia seguinte e as experiências da vida, para nos mostrar verdadeiramente quem e como são as pessoas e a vida...
E aquelas criaturas que lhe sorriem abertamente, lhe abraçam e que fingem te achar muito legal... e tal... Cuidado, podem ser levianas....
Estou mais dura, mais realista e mais segura agora.

Enquete

Enquete Band News:  O DINHEIRO PÚBLICO DEVE AJUDAR AS ESCOLAS DE SAMBA QUE TIVERAM FANTASIAS E MATERIAIS DESTRUÍDOS EM UM INCÊNDIO NO RIO DE JANEIRO?


Brasil, época de Carnaval e eis que surge o incêndio no Galpão da Grande Rio, mais ao mesmo tempo estamos em um começo de ano caótico onde várias pessoas perderam suas casas, ruas e avenidas precisam ser recapiadas devido ao grande número de buracos e todo essa verba sai do imposto que o povo do RJ paga com impostos.
Em contra partida o desfile de escolas de Samba são patrocinados por empresas e membros da comunidade e se por algum motivo ouve uma fatalidade dessas á responsabilidade não é do Estado e sim do Empreiteiro que faz a manutenção do local e dos responsáveis pela escola. 
Logo não acho correto o dinheiro público ajudar as escolas de samba que foram afetadas, quando existem várias outras reformar para serem feitas no estado.

"O correr da vida embrulha tudo, a vida é assim: esquenta e esfria, aperta e daí afrouxa, sossega e depois desinquieta. O que ela quer da gente é coragem. O que Deus quer é ver a gente aprendendo a ser capaz de ficar alegre a mais, no meio da alegria, e inda mais alegre ainda no meio da tristeza! "
Guimarães Rosa

45 lições que a vida me ensinou

Em alguns momentos algumas palavras aparecem e nos permite perceber o quanto somos abençoados e só depende de nós fazer cada dia especial.


"Para celebrar o meu envelhecimento, certo dia eu escrevi as 45 lições que a vida me ensinou.

É a coluna mais solicitada que eu já escrevi."



Meu hodômetro passou dos 90 em agosto, portanto aqui vai a coluna mais uma vez:



1. A vida não é justa, mas ainda é boa.



2. Quando estiver em dúvida, dê somente o próximo passo, pequeno .



3. A vida é muito curta para desperdiçá-la odiando alguém.



4. Seu trabalho não cuidará de você quando você ficar doente. Seus amigos e familiares cuidarão. Permaneça em contato.



5. Pague mensalmente seus cartões de crédito.



6. Você não tem que ganhar todas as vezes. Concorde em discordar.



7. Chore com alguém. Cura melhor do que chorar sozinho.



8. É bom ficar bravo com Deus. Ele pode suportar isso.



9. Economize para a aposentadoria começando com seu primeiro salário.



10. Quanto a chocolate, é inútil resistir.



11. Faça as pazes com seu passado, assim ele não atrapalha o presente.



12. É bom deixar suas crianças verem que você chora.



13. Não compare sua vida com a dos outros. Você não tem ideia do que é a jornada deles.



14. Se um relacionamento tiver que ser um segredo, você não deveria entrar nele.



15. Tudo pode mudar num piscar de olhos. Mas não se preocupe; Deus nunca pisca.



16. Respire fundo. Isso acalma a mente.



17. Livre-se de qualquer coisa que não seja útil, bonita ou alegre.



18. Qualquer coisa que não o matar o tornará realmente mais forte.



19. Nunca é muito tarde para ter uma infância feliz. Mas a segunda vez é por sua conta e ninguém mais.



20. Quando se trata do que você ama na vida, não aceite um não como resposta.



21. Acenda as velas, use os lençóis bonitos, use roupa chique. Não guarde isto para uma ocasião especial. Hoje é especial.



22. Prepare-se mais do que o necessário, depois siga com o fluxo.



23. Seja excêntrico agora. Não espere pela velhice para vestir roxo.



24. O órgão sexual mais importante é o cérebro.



25. Ninguém mais é responsável pela sua felicidade, somente você..



26. Enquadre todos os assim chamados "desastres" com estas palavras 'Em cinco anos, isto importará?'



27. Sempre escolha a vida.



28. Perdoe tudo de todo mundo.



29. O que outras pessoas pensam de você não é da sua conta.



30. O tempo cura quase tudo. Dê tempo ao tempo..



31. Não importa quão boa ou ruim é uma situação, ela mudará.



32. Não se leve muito a sério. Ninguém faz isso.



33. Acredite em milagres.



34. Deus ama você porque ele é Deus, não por causa de qualquer coisa que você fez ou não fez.



35. Não faça auditoria na vida. Destaque-se e aproveite-a ao máximo agora.



36. Envelhecer ganha da alternativa -- morrer jovem.



37. Suas crianças têm apenas uma infância.



38. Tudo que verdadeiramente importa no final é que você amou.



39. Saia de casa todos os dias. Os milagres estão esperando em todos os lugares.



40. Se todos nós colocássemos nossos problemas em uma pilha e víssemos todos os outros como eles são, nós pegaríamos nossos mesmos problemas de volta.



41. A inveja é uma perda de tempo. Você já tem tudo o que precisa.



42. O melhor ainda está por vir.



43. Não importa como você se sente, levante-se, vista-se bem e apareça.



44. Produza!



45. A vida não está amarrada com um laço, mas ainda é um presente.


Escrito por Regina Brett, 90 anos de idade, assina uma coluna no The Plain Dealer, Cleveland, Ohio.

Vladimir Herzog



Avanço X Regresso


A cada dia fico mais espantada como a tecnologia muda nosso dia a dia. Era tão bacana o tempo em que para tirar uma foto era um ritual imenso, não podia abrir a câmera na luz, revelação demorava dias, televisão só em casa ou então parada na frente de uma loja.
Hoje existe GPS, celular com Web Cam, livros digitais, TV digital Portátil... Eita como o tempo voa.
Sempre se ouve que com o avanço tecnológico algumas coisas são esquecidas e não concordo com isso.
Os livros digitais são legais, mas ainda continuo me considerando uma traça que adora sebo e livros antigos, folhear livro e marcar partes bacanas.
Televisão a meu ver só se for deitada na cama ou sofá com um coberto, nada de sentado no trem e tomando cuidado para não ser assaltada.
Temos uma pluralidade de comunicação e equipamentos, mas parto do principio de que o bom é eterno.
Não podemos negar por outro lado que ter acesso ás informações em tempo real é uma benção dos deuses, para os fãs de novela a TV no celular é a melhor invenção que existe e entre outras mais.
As novidades tecnológicas são como as bebidas têm que ser consumidas com moderação, mas são boas demais.

Foi dada a largada !!!!


Estudante de Jornalismo e por incrível que pareça nesse um ano e meio de estudo, poucas vezes escrevi e atualizei meu blog . Existem várias matérias bacanas para escrever mas sempre acho desculpas para não produzir um texto, uma frase ou reclamação.

O uso de desculpas foi a única coisa que exerci nesse tempo: Ah! To cansada, Daqui à uma hora escrevo , estou com sono entre tantas outras.

Mas como tantas outras metas que coloco em minha vida, a mais nova é que eu me esforce em aperfeiçoar minha escrita para que tenha mais clareza.

Foi dada a largada! Logo mais atualizações.

"Descobri a doçura de ter atrás de mim um longo passado. Não tenho o tempo de me narrar, mas às vezes, de improviso, eu o vejo em transparência ao fundo do momento presente: ele lhe dá sua cor, sua luz, como as rochas e as areias se refletem na cintilação do mar. Antigamente, eu me embalava com projetos, com promessas. Agora, a sombra dos dias mortos aveluda-me emoções e prazeres."


Simone de Beauvoir, in “A mulher desiludida












" Mude, mas comece devagar . Porque a direção é mais importante que a velocidade"





O sonho começa dar seus primeiros passos de realização, e o coração está explodindo de alegria e ansiedade.
No dia 21 de Junho foi feita a apresentação do projeto criado por mim em conjunto com a coordenadora da área , que visa o aperfeiçoamento dos colaboradores e a participação ativa na resolução dos problemas enfrentandos no dia a dia.
Nesse mesmo dia ocorreu o reconhecimento por Boas Práticas, onde tive o prazer de ser reconhecida pelo projeto e ver cada vez mais ele ser esperado por toda a empresa.
Não há como traduzir a alegria que estou ...
Só posso dizer que o Projeto promete e quero fazer parte dessa Reviravolta .

A arte da Sociedade Industrial

Começo esse texto com a seguinte questão: As identidades nacionais estão sendo homogeneizadas?
A resposta parece complexa, mas não paramos para verificar o quanto essa sociedade de consumo e essa produção em série homogeneízam as pessoas onde o “fazer mecânico atinge o fazer artístico”.
Todas as pessoas conhecem a tão famosa Monaliza, mas poucas pessoas têm acesso à arte em si, que se torna um circulo fechado para pessoas com uma educação privilegiada e condições financeiras para ter acesso ás obras.
A obra de arte única se torna cada vez mais ultrapassada, cultuada pelos museus que tem como papel principal preservar a memória de uma época ou de um povo, e que luta com unhas e dentes para se manter presente entre a população, com oficinas culturais e projetos de incentivos.
Com essa busca constante pela velocidade e movimento na vida moderna, a Indústria Cultural se fortalece com o aparecimento do cinema, onde é possível verificar a impressão de realidade que é capaz de criar um universo cultural á sua imagem, atribuindo valores, crenças e estéticas.
Tudo se torna mecanizado, se perde o ensaio para as coisas, até para tirar uma foto se tornou fácil, coisa que era um momento único, que as pessoas se preparavam para tirar e se tornava a recordação familiar.
Nesse processo eis que surge a pirataria com sua rapidez e criação da moda. Não tem como negar que nos tornamos todos iguais, possuímos os mesmos gostos e pensamos como nos é imposto, afinal com esse boom de informação, adquirimos um pouco de tudo sem nos dedicarmos realmente a nada.
Raramente visitamos uma exposição, museu e nem chegamos a reconhecer os conceitos de arte embutidos nas peças publicitárias que vimos o dia inteiro.
Perdemos o interesse pelo belo e muitas vezes demorado, é muito mais fácil brincar com imagens no photoshop e até mesmo criar imagens como POP ART sem ao menos conhecer seu conceito.
Por esse motivo nada melhor do que dizer um “Viva a arte na sociedade Industrial”.
"(...) e o que na escola chamamos de História Universal e tudo quanto dela sabemos de cor sobre os heróis, os gênios, os grandes feitos e sentimentos, tudo não passa de uma grande farsa inventada pelos mestres para fins educacionais com o intuito de manter as crianças ocupadas por um determinado número de anos. Sempre foi e será assim: o tempo e o mundo, o dinheiro e o poder pertencem aos mesquinhos e superficiais, e nada coube aos outros, aos verdadeiros homens, nada a não ser a morte."
(Hermann Hesse. O Lobo da Estepe)

Memórias de Nane

Cá estou eu numa nova situação de desamparo. Onde estão os homens que amei? Meus amigos, meus sonhos, minhas opiniões politicas?
Estou só. Tenho vinte e três anos. Cavuquei minha esperança debaixo da cama. Não encontrei. Não moro em casas assombradas que no passado foram refúgios de piratas.
Chego a conclusão de que o tesouro foi me roubado porque descri definitivamente de sua existência. Embaixo da cama, no cristianismo, na familia, no futuro profissional, na escola, nos companheiros, homens e mulheres.



O dia já amanheceu. Faz um frio de doer. Aborreço-me enquanto me reviro debaixo das cobertas, pensando aquele meu maldito corpo gordo e aquelas pernas doloridas não contribuem nem mesmo em prol de si próprios: me autodeterminei a levantar mais cedo para fazer um pouco de ginástica, e há meia hora estou lutando em vão contra o entorpecimento.
(" Vamos se continuarmos assim, como então, você vai fazer tudo o que quer?! Anda logo! Levanta dessa cama e faça cinco flexões pra começar.")
Olho o relógio e "merda" , descubro que durante essas reflexões fantásticas o tempo voou. Caminho até a cozinha e dou de cara com a minha mãe a me analisar:

- Onde você vai ?
- Á Faculdade. Que pergunta!
- Coma antes.
- Não posso estou atrasada
- Você está pálida! Com uma cara esquelética!
- Ué ontem a senhora disse que estava gorda.
- Pois está ! Dos ombros pra baixo.

Saiu correndo, chego a estação e lá se vai o trem. Adeus primeira aula!

Olho as pessoas que me acompanham no transporte publico. Todas parecem ter pensamentos sérios.Não sei porque, em dado momento, tenho a certeza de os olhares vazios( com um jeito de conta mental e preocupação familiar) são a maneira de se esquecer o quanto se é, de fato idiota.
O barulho das portas do trem me tiram do transe e volto a realidade, correria e gente se batendo para subir a escada rolante.
Enfim chego a faculdade para assistir a segunda aula e logo começa a correria de novo ;}