"Descobrimos a felicidade, o caminho que ela conduz, encontramos a saída após milhares de anos de labirinto. E quem, além de nós, a encontrou? O homem moderno talvez? "Eu não sei sair nem entrar, sou tudo aquilo que não sabe sair nem entrar" suspira o homem moderno... E é dessa modernidade que padecemos - da paz apodrecida, do compromisso covarde, de toda a virtuosa imundice do moderno sim e não" ( O Anticristo)
Modernidade liquida, Zygmunt Bauman..."
"vocês vão entendiar de seus empregos, suas esposas, suas amantes, a vista de suas janelas, a mobilia ou o papel de parede do seu quarto, seus pensamentos, vocês mesmos...consequentemente vocês vão tentar encontrar maneiras de fugir(...)vocês podem recorrer a mudança de emprego, de residencia,de pais, de clima.Podem assumir a promiscuidade, o alcool, viagens aulas de culinaria, drogas, psicanalise...De fato, você pode juntar tudo isso, e por um instante pode ser que funcione.Até, é claro, o dia que você acordar em sua cama em meio a uma nova familia e a outro papel de parede, num estado enum clima diferentes, com uma pilha de contas do seu agente de viagem e do seu analista, e no entanto com o mesmo sentimento edsagradavel em relaçao a luz que infiltra pela janela"Citaçao atribuida a Joseph Brodsky, filosofo-poeta russo-norte americano
Se provoquei uma avalanche na minha casa
Se remexi na tua carteira ontem à noite
Se deixei de responder cartas sinceras
Se menti pra minha prima a respeito da família
O que vivi, o que senti, o que inventei
Está tudo misturado, já não sei em que acreditar
Se escondi teu passaporte a fim de te reter
Se manchei de sangue a camisola ao debutar
Se rolei ladeira abaixo atrás de um brinco presenteado
Se chorei enfurecida por ter sido injustiçada
O que vivi, o que senti, o que inventei
Está tudo confundido, já não sei do que lembrar
Se mastiguei a hóstia depois de comungar
Se matei aula de física pra fumar no lavatório
Se desertei do paraíso para me instalar
na torrese fiz coro em passeata e ganhei um dom de Deus
oOque vivi, o que senti, o que inventei está tudo alinhavado,
Já não sei como datar o que temi, o que engoli, o que enfrentei
Está tudo embaralhado, o que penei, o que ardio que amei,
Está tudo assimilado,
O que sofri
O que sonhei, o que perdi,
Está tudo engalfinhadoo que escrevi,
O que ouvi,
O que calei está tudo amortizado,
Já não sei o que pagar
Se remexi na tua carteira ontem à noite
Se deixei de responder cartas sinceras
Se menti pra minha prima a respeito da família
O que vivi, o que senti, o que inventei
Está tudo misturado, já não sei em que acreditar
Se escondi teu passaporte a fim de te reter
Se manchei de sangue a camisola ao debutar
Se rolei ladeira abaixo atrás de um brinco presenteado
Se chorei enfurecida por ter sido injustiçada
O que vivi, o que senti, o que inventei
Está tudo confundido, já não sei do que lembrar
Se mastiguei a hóstia depois de comungar
Se matei aula de física pra fumar no lavatório
Se desertei do paraíso para me instalar
na torrese fiz coro em passeata e ganhei um dom de Deus
oOque vivi, o que senti, o que inventei está tudo alinhavado,
Já não sei como datar o que temi, o que engoli, o que enfrentei
Está tudo embaralhado, o que penei, o que ardio que amei,
Está tudo assimilado,
O que sofri
O que sonhei, o que perdi,
Está tudo engalfinhadoo que escrevi,
O que ouvi,
O que calei está tudo amortizado,
Já não sei o que pagar

Posso negar tudo dessa parte de mim que vive de nostalgias incertas, salvo esse desejo de unidade, esse apetite de resolver, essa exigência de clareza e de coesão. Posso refutar tudo nesse mundo que me rodeia, me choca e me arrebata, excepto este caos, este acaso-rei e esta equivalência divina que nasce da anarquia. Não sei se este mundo tem um sentido que o ultrapassa. Mas sei que não conheço tal sentido e que de momento me é impossível conhecê-lo. Que significa para mim um significado fora da minha condição? Só posso compreender em termos humanos. O que toco, o que me resiste, eis o que compreendo. E ainda sei que não posso conciliar essas duas certezas, o meu apetite de absoluto e de unidade e a irredutibilidade deste mundo a um princípio racional e razoável. Que outra verdade posso reconhecer sem mentir, sem fazer intervir uma esperança que não tenho e nada siginifica nos limites da minha condição?.

Oswaldo Montenegro - Vamos Celebrar
Eu gosto de andar pela rua bater papo, de lua e de amigo engraçado
Eu gosto do estilo do Zorro o visual lá do morro e de abraço apertado
Eu gosto mais de bicho com asa mais de ficar em casa e mais de tênis usado
Eu gosto do volume, do perfume do ciúme, do desvelo e do cabelo enrolado
Eu gosto de artistas diversos de crianças de berço e do som do atchim
Eu gosto de trem fora do trilho de andar com meu filho e da cor do marfim
Tem gente, muita gente que eu gosto que eu quase aposto que não gosta de mim
Eu gosto é de cantar Vamos celebrar, celebrar, celebrar...
Vamos celebrar Vamos celebrar, celebrar, celebrar...
Vamos celebrar
Eu gosto de artista circensede astista que pense e de artista voraz
Eu gosto de olhar pra frente de amar pra sempre o que fica pra trás
Eu gosto de quem sempre acreditaa violência é maldita e já foi longe demais
Eu gosto do repique do atabaque do alambique badulaque do cachimbo da paz
Eu gosto de inventar melodia da palavra poesia e de palavra com til
Eu gosto é de beijo na boca de cantora bem rouca e de morar no Brasil
Eu gosto assim do canto do povo e de tudo que é novo e do que a gente já viu
Eu gosto é de cantar Vamos celebrar, celebrar, celebrar...
Vamos celebrarVamos celebrar, celebrar, celebrar... Vamos celebrar
Eu gosto de atores que choram ali por nós e namoram ali por nós na TV
Eu gosto assim de quem é eterno de quem é moderno e de quem não quer ser
Eu gosto de varar madrugada de quem conta piada e não consegue entender
Eu gosto da risada gargalhada da beleza recriada pra que eu possa rever
Eu gosto de quem quer dar ajuda e acredita que muda o que não anda legal
Eu gosto de quem grita no morro que a alegria é socorro e que miséria é fatal
Eu gosto do começo do avesso do tropeço do bebum que dança no carnaval
Eu gosto é de cantar Vamos celebrar, celebrar, celebrar...
Vamos celebrar Vamos celebrar, celebrar, celebrar... Vamos celebrar
Eu gosto é de ver coisa rara a verdade na cara é do que gosto mais
Eu gosto porque assim vale a pena a nossa vida é pequena e tá guardada em cristais
Eu gosto é que Deus cante em tudo e que não fique mudo morto em mil catedrais
Eu gosto é de cantar Vamos celebrar, celebrar, celebrar... Vamos celebrar Vamos celebrar, celebrar, celebrar... Vamos celebrar
Realmente essa musica do Oswaldo é linda ! E em alguns momentos isso se tornou realidade no sábado , se torna fato na foto . Amizade é uma benção em minha vida .
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