"Descobrimos a felicidade, o caminho que ela conduz, encontramos a saída após milhares de anos de labirinto. E quem, além de nós, a encontrou? O homem moderno talvez? "Eu não sei sair nem entrar, sou tudo aquilo que não sabe sair nem entrar" suspira o homem moderno... E é dessa modernidade que padecemos - da paz apodrecida, do compromisso covarde, de toda a virtuosa imundice do moderno sim e não" ( O Anticristo)
A minha felicidade não é a sua Martha Medeiros
"Costumamos julgar roupas, comportamento, caráter - juízes indefectíveis que somos da vida alheia - mas é um atrevimento nos outorgar o direito de reconhecer, apenas pelas aparências, quem sofre e quem está em paz. A sua felicidade não é a minha, e a minha não é a de ninguém. Não se sabe nunca o que emociona intimamente uma pessoa, a que ela recorre para conquistar serenidade, em quais pensamentos se ampara quando quer descansar do mundo, o quanto de energia coloca no que faz, e no que ela é capaz de desfazer para manter-se sã. Toda felicidade é construída por emoções secretas. Podem até comentar sobre nós, mas nos capturar, só com a nossa permissão."
Pensamentos
Momento de Tranquilidade , de reavaliar algumas coisas , planejar melhor o rumo da vida , curtir a vida, as pessoas e a natureza .
Quem sou eu?? Quando não temos nada de prático nos atazanando a vida, a preocupação passa a ser existencial. Pouco importa de onde viemos e para onde vamos, mas quem somos é crucial descobrir. A gente é o que a gente gosta. A gente é nossa comida preferida, os filmes que a gente curte, os amigos que escolhemos, as roupas que a gente veste, a estação do ano preferida, nosso esporte, as cidades que nos encantam.
Martha Medeiros
Quem sou eu?? Quando não temos nada de prático nos atazanando a vida, a preocupação passa a ser existencial. Pouco importa de onde viemos e para onde vamos, mas quem somos é crucial descobrir. A gente é o que a gente gosta. A gente é nossa comida preferida, os filmes que a gente curte, os amigos que escolhemos, as roupas que a gente veste, a estação do ano preferida, nosso esporte, as cidades que nos encantam.
Martha Medeiros
Modernidade liquida, Zygmunt Bauman..."
"vocês vão entendiar de seus empregos, suas esposas, suas amantes, a vista de suas janelas, a mobilia ou o papel de parede do seu quarto, seus pensamentos, vocês mesmos...consequentemente vocês vão tentar encontrar maneiras de fugir(...)vocês podem recorrer a mudança de emprego, de residencia,de pais, de clima.Podem assumir a promiscuidade, o alcool, viagens aulas de culinaria, drogas, psicanalise...De fato, você pode juntar tudo isso, e por um instante pode ser que funcione.Até, é claro, o dia que você acordar em sua cama em meio a uma nova familia e a outro papel de parede, num estado enum clima diferentes, com uma pilha de contas do seu agente de viagem e do seu analista, e no entanto com o mesmo sentimento edsagradavel em relaçao a luz que infiltra pela janela"Citaçao atribuida a Joseph Brodsky, filosofo-poeta russo-norte americano
Se provoquei uma avalanche na minha casa
Se remexi na tua carteira ontem à noite
Se deixei de responder cartas sinceras
Se menti pra minha prima a respeito da família
O que vivi, o que senti, o que inventei
Está tudo misturado, já não sei em que acreditar
Se escondi teu passaporte a fim de te reter
Se manchei de sangue a camisola ao debutar
Se rolei ladeira abaixo atrás de um brinco presenteado
Se chorei enfurecida por ter sido injustiçada
O que vivi, o que senti, o que inventei
Está tudo confundido, já não sei do que lembrar
Se mastiguei a hóstia depois de comungar
Se matei aula de física pra fumar no lavatório
Se desertei do paraíso para me instalar
na torrese fiz coro em passeata e ganhei um dom de Deus
oOque vivi, o que senti, o que inventei está tudo alinhavado,
Já não sei como datar o que temi, o que engoli, o que enfrentei
Está tudo embaralhado, o que penei, o que ardio que amei,
Está tudo assimilado,
O que sofri
O que sonhei, o que perdi,
Está tudo engalfinhadoo que escrevi,
O que ouvi,
O que calei está tudo amortizado,
Já não sei o que pagar
Se remexi na tua carteira ontem à noite
Se deixei de responder cartas sinceras
Se menti pra minha prima a respeito da família
O que vivi, o que senti, o que inventei
Está tudo misturado, já não sei em que acreditar
Se escondi teu passaporte a fim de te reter
Se manchei de sangue a camisola ao debutar
Se rolei ladeira abaixo atrás de um brinco presenteado
Se chorei enfurecida por ter sido injustiçada
O que vivi, o que senti, o que inventei
Está tudo confundido, já não sei do que lembrar
Se mastiguei a hóstia depois de comungar
Se matei aula de física pra fumar no lavatório
Se desertei do paraíso para me instalar
na torrese fiz coro em passeata e ganhei um dom de Deus
oOque vivi, o que senti, o que inventei está tudo alinhavado,
Já não sei como datar o que temi, o que engoli, o que enfrentei
Está tudo embaralhado, o que penei, o que ardio que amei,
Está tudo assimilado,
O que sofri
O que sonhei, o que perdi,
Está tudo engalfinhadoo que escrevi,
O que ouvi,
O que calei está tudo amortizado,
Já não sei o que pagar

Posso negar tudo dessa parte de mim que vive de nostalgias incertas, salvo esse desejo de unidade, esse apetite de resolver, essa exigência de clareza e de coesão. Posso refutar tudo nesse mundo que me rodeia, me choca e me arrebata, excepto este caos, este acaso-rei e esta equivalência divina que nasce da anarquia. Não sei se este mundo tem um sentido que o ultrapassa. Mas sei que não conheço tal sentido e que de momento me é impossível conhecê-lo. Que significa para mim um significado fora da minha condição? Só posso compreender em termos humanos. O que toco, o que me resiste, eis o que compreendo. E ainda sei que não posso conciliar essas duas certezas, o meu apetite de absoluto e de unidade e a irredutibilidade deste mundo a um princípio racional e razoável. Que outra verdade posso reconhecer sem mentir, sem fazer intervir uma esperança que não tenho e nada siginifica nos limites da minha condição?.
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