Começo esse texto com a seguinte questão: As identidades nacionais estão sendo homogeneizadas?
A resposta parece complexa, mas não paramos para verificar o quanto essa sociedade de consumo e essa produção em série homogeneízam as pessoas onde o “fazer mecânico atinge o fazer artístico”.
Todas as pessoas conhecem a tão famosa Monaliza, mas poucas pessoas têm acesso à arte em si, que se torna um circulo fechado para pessoas com uma educação privilegiada e condições financeiras para ter acesso ás obras.
A obra de arte única se torna cada vez mais ultrapassada, cultuada pelos museus que tem como papel principal preservar a memória de uma época ou de um povo, e que luta com unhas e dentes para se manter presente entre a população, com oficinas culturais e projetos de incentivos.
Com essa busca constante pela velocidade e movimento na vida moderna, a Indústria Cultural se fortalece com o aparecimento do cinema, onde é possível verificar a impressão de realidade que é capaz de criar um universo cultural á sua imagem, atribuindo valores, crenças e estéticas.
Tudo se torna mecanizado, se perde o ensaio para as coisas, até para tirar uma foto se tornou fácil, coisa que era um momento único, que as pessoas se preparavam para tirar e se tornava a recordação familiar.
Nesse processo eis que surge a pirataria com sua rapidez e criação da moda. Não tem como negar que nos tornamos todos iguais, possuímos os mesmos gostos e pensamos como nos é imposto, afinal com esse boom de informação, adquirimos um pouco de tudo sem nos dedicarmos realmente a nada.
Raramente visitamos uma exposição, museu e nem chegamos a reconhecer os conceitos de arte embutidos nas peças publicitárias que vimos o dia inteiro.
Perdemos o interesse pelo belo e muitas vezes demorado, é muito mais fácil brincar com imagens no photoshop e até mesmo criar imagens como POP ART sem ao menos conhecer seu conceito.
Por esse motivo nada melhor do que dizer um “Viva a arte na sociedade Industrial”.