Foi dada a largada !!!!


Estudante de Jornalismo e por incrível que pareça nesse um ano e meio de estudo, poucas vezes escrevi e atualizei meu blog . Existem várias matérias bacanas para escrever mas sempre acho desculpas para não produzir um texto, uma frase ou reclamação.

O uso de desculpas foi a única coisa que exerci nesse tempo: Ah! To cansada, Daqui à uma hora escrevo , estou com sono entre tantas outras.

Mas como tantas outras metas que coloco em minha vida, a mais nova é que eu me esforce em aperfeiçoar minha escrita para que tenha mais clareza.

Foi dada a largada! Logo mais atualizações.

"Descobri a doçura de ter atrás de mim um longo passado. Não tenho o tempo de me narrar, mas às vezes, de improviso, eu o vejo em transparência ao fundo do momento presente: ele lhe dá sua cor, sua luz, como as rochas e as areias se refletem na cintilação do mar. Antigamente, eu me embalava com projetos, com promessas. Agora, a sombra dos dias mortos aveluda-me emoções e prazeres."


Simone de Beauvoir, in “A mulher desiludida












" Mude, mas comece devagar . Porque a direção é mais importante que a velocidade"





O sonho começa dar seus primeiros passos de realização, e o coração está explodindo de alegria e ansiedade.
No dia 21 de Junho foi feita a apresentação do projeto criado por mim em conjunto com a coordenadora da área , que visa o aperfeiçoamento dos colaboradores e a participação ativa na resolução dos problemas enfrentandos no dia a dia.
Nesse mesmo dia ocorreu o reconhecimento por Boas Práticas, onde tive o prazer de ser reconhecida pelo projeto e ver cada vez mais ele ser esperado por toda a empresa.
Não há como traduzir a alegria que estou ...
Só posso dizer que o Projeto promete e quero fazer parte dessa Reviravolta .

A arte da Sociedade Industrial

Começo esse texto com a seguinte questão: As identidades nacionais estão sendo homogeneizadas?
A resposta parece complexa, mas não paramos para verificar o quanto essa sociedade de consumo e essa produção em série homogeneízam as pessoas onde o “fazer mecânico atinge o fazer artístico”.
Todas as pessoas conhecem a tão famosa Monaliza, mas poucas pessoas têm acesso à arte em si, que se torna um circulo fechado para pessoas com uma educação privilegiada e condições financeiras para ter acesso ás obras.
A obra de arte única se torna cada vez mais ultrapassada, cultuada pelos museus que tem como papel principal preservar a memória de uma época ou de um povo, e que luta com unhas e dentes para se manter presente entre a população, com oficinas culturais e projetos de incentivos.
Com essa busca constante pela velocidade e movimento na vida moderna, a Indústria Cultural se fortalece com o aparecimento do cinema, onde é possível verificar a impressão de realidade que é capaz de criar um universo cultural á sua imagem, atribuindo valores, crenças e estéticas.
Tudo se torna mecanizado, se perde o ensaio para as coisas, até para tirar uma foto se tornou fácil, coisa que era um momento único, que as pessoas se preparavam para tirar e se tornava a recordação familiar.
Nesse processo eis que surge a pirataria com sua rapidez e criação da moda. Não tem como negar que nos tornamos todos iguais, possuímos os mesmos gostos e pensamos como nos é imposto, afinal com esse boom de informação, adquirimos um pouco de tudo sem nos dedicarmos realmente a nada.
Raramente visitamos uma exposição, museu e nem chegamos a reconhecer os conceitos de arte embutidos nas peças publicitárias que vimos o dia inteiro.
Perdemos o interesse pelo belo e muitas vezes demorado, é muito mais fácil brincar com imagens no photoshop e até mesmo criar imagens como POP ART sem ao menos conhecer seu conceito.
Por esse motivo nada melhor do que dizer um “Viva a arte na sociedade Industrial”.
"(...) e o que na escola chamamos de História Universal e tudo quanto dela sabemos de cor sobre os heróis, os gênios, os grandes feitos e sentimentos, tudo não passa de uma grande farsa inventada pelos mestres para fins educacionais com o intuito de manter as crianças ocupadas por um determinado número de anos. Sempre foi e será assim: o tempo e o mundo, o dinheiro e o poder pertencem aos mesquinhos e superficiais, e nada coube aos outros, aos verdadeiros homens, nada a não ser a morte."
(Hermann Hesse. O Lobo da Estepe)

Memórias de Nane

Cá estou eu numa nova situação de desamparo. Onde estão os homens que amei? Meus amigos, meus sonhos, minhas opiniões politicas?
Estou só. Tenho vinte e três anos. Cavuquei minha esperança debaixo da cama. Não encontrei. Não moro em casas assombradas que no passado foram refúgios de piratas.
Chego a conclusão de que o tesouro foi me roubado porque descri definitivamente de sua existência. Embaixo da cama, no cristianismo, na familia, no futuro profissional, na escola, nos companheiros, homens e mulheres.



O dia já amanheceu. Faz um frio de doer. Aborreço-me enquanto me reviro debaixo das cobertas, pensando aquele meu maldito corpo gordo e aquelas pernas doloridas não contribuem nem mesmo em prol de si próprios: me autodeterminei a levantar mais cedo para fazer um pouco de ginástica, e há meia hora estou lutando em vão contra o entorpecimento.
(" Vamos se continuarmos assim, como então, você vai fazer tudo o que quer?! Anda logo! Levanta dessa cama e faça cinco flexões pra começar.")
Olho o relógio e "merda" , descubro que durante essas reflexões fantásticas o tempo voou. Caminho até a cozinha e dou de cara com a minha mãe a me analisar:

- Onde você vai ?
- Á Faculdade. Que pergunta!
- Coma antes.
- Não posso estou atrasada
- Você está pálida! Com uma cara esquelética!
- Ué ontem a senhora disse que estava gorda.
- Pois está ! Dos ombros pra baixo.

Saiu correndo, chego a estação e lá se vai o trem. Adeus primeira aula!

Olho as pessoas que me acompanham no transporte publico. Todas parecem ter pensamentos sérios.Não sei porque, em dado momento, tenho a certeza de os olhares vazios( com um jeito de conta mental e preocupação familiar) são a maneira de se esquecer o quanto se é, de fato idiota.
O barulho das portas do trem me tiram do transe e volto a realidade, correria e gente se batendo para subir a escada rolante.
Enfim chego a faculdade para assistir a segunda aula e logo começa a correria de novo ;}
Com um simples então , se começa o dialogo
nessa vida de muitos hum mm, ahhh, ehhhh e reticências em todos os sentidos.
E então a vida segue seu curso... e o começo do dialogo se perde na estação
*-*