A regra geral e efetiva para o empréstimo de Livros
O empréstimo de livros é um tema polêmico.
Há aquele que prefere nem tocar no assunto.
Há aquele que empresta e sofre, depois de anos sem ver seu livro de volta à prateleira.
Há aquele que empresta e não está nem aí.
Porém, existe uma regra que funciona para todos os casos, antes de efetivamente se emprestar um livro.
Na verdade, funciona com livros, discos, dinheiro, mangueiras, escadas e tudo o mais.
No momento de oferecê-lo deve-se fazer a pergunta: eu poderia presentear essa pessoa com isto?
Veja: ainda que você esteja emprestando o livro, com a perspectiva de que a posse vai voltar, você deve admitir a séria possibilidade de que isso não aconteça.
Se o fato de isso não acontecer puder trazer sofrimento a você, esqueça. Você não deve emprestar o livro, de jeito nenhum. Sobretudo se o empréstimo for a um amigo, pois a partir daí você poderá ligar o seu amigo a uma sensação de sofrimento, por menor que seja.
Então a regra é:
Só empreste aquilo que puder presentear. De fato, eu deixei de emprestar livros há muito tempo. Eu os dou e pronto.
No caso de livros é fácil: se for aquela sua obra preferida e que pode ser reencontrada em qualquer livraria ou qualquer sebo e que você gostaria que todos os seus amigos lessem, empreste à vontade. A primeira edição de Dom Casmurro, que você ganhou de seu avô? Nem pensar. Aquele livro que você encheu de anotações e que está repleto de referências de estudo suas? Também não.
Note que o reverso também vale nessa regra: quando você oferece o empréstimo sem que o outro peça, pense se a pessoa realmente receberia aquele objeto como presente e o quanto ela o valorizaria.
E se o livro emprestado voltar?
Ora.
Tanto melhor.
Um comentário:
Concordo plenamente, Nane!
Tenho vários livros que eu nem mesmo lembro se emprestei... rsrs
Dá uma saudade...
Ficou show a página da Alkimika no fanzine, heim? Adorei!! Tem só um errinho de tempo verbal, mas coisa simples.
Valeu mesmo, Nane! É, o dia tá chegando!!!
;-)
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