Nessa coisa de buscar a verdade, ninguém quer encontrar a do outro. Todos estão brincando de telefone mudo. (...)Sendo isso, portanto, tudo o que a humanidade anda fazendo solta pelas ruas: correndo da verdade. Resultado: em mil celulares, mil mentiras. Em mil cadernos culturais, mil unanimidades. Em mil almoços, mil assuntos. Em mil reuniões, mil bobagens. Em mil palavras, mil simbologias. Todos se cagando de medo. Fechados para balanço. Todos com um medo desgraçado de, virando uma esquina, ou uma página, dar de cara com a verdade alheia. Todos com um medo danado de vibrar amor.
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